terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A Democracia Ateniense

A sociedade ateniense estava dividida em 3 grupos:



Cidadãos: Homens livres, com mais de 18 anos de idade, com serviço militar cumprido e filhos de pai e mãe atenienses. Somente eles possuíam direitos políticos para participar na vida política da pólis. As mulheres e as crianças não faziam parte do grupo dos cidadãos;



Metecos: Eram os estrangeiros que habitavam em Atenas. Não tinham direitos políticos e estavam proibidos de adquirir terras, mas podiam dedicar-se ao comércio e ao artesanato. Em geral , pagavam impostos para viver em Atenas e estavam obrigados à prestação do serviço militar;



Escravos: Formavam a grande maioria da população ateniense. Eram prisioneiros de guerra ou filhos de escravos. Executavam a maioria dos trabalhos mais pesados na agricultura, nas minas e nos serviços domésticos. Os escravos eram considerados propriedade do seu senhor, não tinham liberdade nem direitos políticos, embora houvessem leis que os protegiam contra excessos de maus tratos.
A Democracia Ateniense

Atenas foi governada por diversos sistemas políticos:

§A monarquia: o poder pertencia ao rei e aos nobres

§A tirania: o poder pertencia a um único governante
que tomava todas as decisões;



Os conflitos sociais levaram Clistenes a realizar reformas que defendiam a igualdade de direitos políticos, entre todos os cidadãos. Esta reforma foi concluída por Péricles dando origem à DEMOCRACIA.
Principais órgãos da democracia



Eclésia: Assembleia formada por todos os cidadãos – Aprova as
leis. Poder legislativo;


Bulé: Conselho dos 500 – Prepara as leis;


Magistrados: Poder executivo; Arcontes que tinham funções
religiosas e judiciais e os Estrategos que
comandavam o exército e controlavam as
finanças;

Tribunais: Poder judicial; Helieu que julgava os delitos mais
simples e Areópago que julgava os crimes mais
graves.


A originalidade da democracia ateniense resultou da participação direta dos cidadãos no governo da pólis, independentemente da posição social, cultura ou fortuna de cada um. Porque será que podemos dizer, então, que a democracia ateniense era uma democracia direta?
A democracia ateniense era uma democracia direta porque todos os cidadãos participavam diretamente na aprovação das leis e nos órgãos políticos da pólis, sem o recurso a representantes.
A democracia ateniense apresenta algumas contradições e limitações:

  • Só os cidadãos podiam participar no governo da cidade;

  • Existência de escravos numa forma de governo que defendia a igualdade de direitos;





  • Imperialismo exercido por Atenas através da Liga de Delos; exigia o pagamento de tributos e não respeitava os direitos das outras cidades;
  • A existência da condenação ao ostracismo e à morte;
  • Limitação à liberdade de expressão; quem conspirasse contra a democracia era condenado ao ostracismo.

Apesar de todas estas limitações a democracia ateniense foi um exemplo de participação cívica, sendo um dos mais importantes legados que a civilização grega nos deixou.



segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A Economia Ateniense

Os Gregos no século V a. C.


Espaço - Hélade (Grécia):

Sueste da Europa, península Balcânica, banhada a ocidente pelo Mar Jónico e a oriente pelo Mar Egeu.

Colonização Grega:

Nas costas do Mar Mediterrâneo e do Mar Negro.

Tempo: Século V a. C.

Condições Naturais:

> Área montanhosa, vales estreitos, costa muito recortada;

> Numerosas ilhas;

> Solo pobre e acidentado.

Cidade-Estado (Pólis)
Este conjunto de condições e as rivalidades entre os diferentes povos invasores favoreceram a formação de cidades-estado. Cada pólis tinha o seu território, as suas leis, o seu governo. Embora se considerassem todos Helenos ( ou Gregos), os cidadãos de uma pólis sentiam-se estrangeiros em qualquer outra cidade- estado da Grécia.
A Pólis ou cidade-estado constituía assim a unidade política característica da civilização grega. Esta caracterizava-se por ocupar um território próprio que deveria ser auto-suficiente. Para isso, necessitava de ter um corpo cívico que abrangesse as mais variadas profissões, de ter um exército capaz de defender, de ter riquezas, de ter leis, de ter culto e de um território rural e urbano.
O espaço urbano de uma pólis era organizado segundo o mesmo esquema:
- a acrópole – centro da vida religiosa, onde se encontravam os principais templos da cidade. Estava localizada no ponto mais alto da cidade.
- a ágora – Localizada na parte baixa da cidade, era o centro económico, político e social da cidade.





As condições geográficas e a pobreza dos solos deram origem a um movimento migratório por parte dos gregos, em busca de melhores condições de vida. Dirigindo-se maioritariamente para as costas do Mediterrâneo e do Mar Negro, os gregos fundaram aí colónias, que deram lugar a novas cidades-estado.

Metrópole: cidade-mãe, isto é a cidade-estado de onde partiam os colonos para fundar novas

cidades-estado noutras regiões, as colónias.

Colónia: Cidade-Estado fundada fora da Grécia. Apesar de politicamente independentes,

continuavam ligadas à metrópole por laços comerciais, culturais e religiosos.

Elementos de Unidade: Língua, Religião, Jogos, Costumes, Cultura, Actividade Comercial


De entre todas as cidades-estado gregas destaca-se Atenas, pelo seu desenvolvimento politico, cultural, económico e militar.

Economia Ateniense

Atividades económicas:

>Agricultura:

-vinha;

-oliveira;

-cereais.

>Criação de Gado (Pastorícia).

>Atividades artesanais:

-cerâmica,

-metalurgia (trabalho dos metais);

> Construção Naval (construção de navios de comércio e de guerra).

> Comércio (intensa actividade comercial marítima, a partir do porto de Atenas –o Pireu):

-Importação: cereais, madeira, metais.

-Exportação: produtos agrícolas e artesanais.

> Extração de prata e cunhagem de moeda -o dracma.

> Actividade marítima de Atenas.

Moeda: o Dracma

> Em consequência do desenvolvimento económico, Atenas cunhava moeda – o Dracma, que passou a ser usado no comércio, evitando as trocas diretas de produtos.


Atenas, uma grande potência marítima:

> detinha uma grande frota comercial e militar, com que dominou os mares.

> liderou a Liga de Delos (aliança de cidadesestado gregas contra os Persas)


Atenas possuía uma economia monetária, comercial e marítima

> Supremacia Económica no mundo Grego

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

OS HEBREUS



 
" Eu sou o Senhor, teu Deus, (...) Não terás outro Deus além de Mim"
 
Antigo Testamento, Êxodo
                                                                  

EXPLICA O QUE HÁ DE NOVO NESTA MENSAGEM, TENDO EM CONTA O QUE OS EGÍPCIOS ACREDITAVAM.




 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A arte egípcia



Comenta a seguinte afirmação:
 
"A arte egípcia - uma arte para a eternidade."


 
 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

A Arte

A ARTE EGÍPCIA – UMA ARTE AO SERVIÇO DA RELIGIÃO




A arte egípcia manifestou-se, fundamentalmente, na construção de palácios, templos e túmulos de grande dimensão e está muito ligada ao poder absoluto e divino do faraó. É uma arte monumental e de inspiração religiosa, revelando gosto pelo grandioso, pelo duradouro e pelo eterno, sendo as pirâmides o maior exemplo.




Na pintura, usavam-se cores vivas e as figuras humanas aparecem representadas segundo determinadas regras (lei da frontalidade): a cabeça e os pés de perfil e o tronco de frente, ombros em posição simétrica e o olho visível representado de frente. As paredes interiores das construções egípcias, eram decoradas com pinturas alusivas aos deuses, a lendas, à vida dos faraós e dos grandes senhores.




O imobilismo é outra das particularidades da pintura egípcia, cuja escala (o tamanho das figuras) correspondia à respectiva importância social, por isso, o faraó era sempre destacado.




Na escultura egípcia destaca-se o contraste entre as estátuas colossais, rígidas e sem expressão dos faraós e as estatuetas de particulares, tais como nobres e funcionários, as quais apresentavam expressividade e naturalismo de movimentos.


Faraó Tutmés III





Ao nível da arquitectura, os Egípcios construíram, sobretudo, palácios, templos e túmulos, ou seja, a residência dos governantes, a morada dos deuses e o sepulcro dos faraós. Estátuas colossais (como as de Ramsés II no templo de Abu Simbel) e baixos-relevos, são também importantes vestígios da arquitectura egípcia.







Os palácios eram o local onde viviam os faraós e suas famílias e eram os maiores e mais ricos monumentos não funerários do antigo Egipto. Neles foram encontrados numerosos tesouros, objectos de cerâmica, vidro, etc., que ilustram a vida faustosa da realeza egípcia.




Nos templos, construídos para celebrar o culto aos deuses, os tectos eram suportados por colunas de pedra inspiradas na Natureza, lembrando palmeiras, papiros e flores de lótus. As paredes eram decoradas com baixos-relevos, representando cenas religiosas e épicas.


Templo de Luxor


Os túmulos, monumentos funerários construídos para guardar os corpos mumificados, em conjunto com objectos pessoais, mobiliário, etc., tiveram, ao longo dos séculos, diferentes formas:



. - as mastabas, túmulo com a forma de um tronco de pirâmide, tinham no interior divisões decoradas com relevos e estátuas do morto e, no centro, um poço que comunicava com a câmara funerária, situada no subsolo;






. - as pirâmides de degraus;
. - no 3º milénio a.C., no Império Novo, surgem as pirâmides de faces lisas - destacam-se as de Keóps, Kéfren e Miquerinos, localizadas no vale de Gizé, onde se encontra também a colossal esfinge – a guardiã dos túmulos;
. - no 2º milénio a.C., surgem os hipogeus, túmulos escavados na rocha, de forma a tentar evitar os assaltos que se verificavam aos túmulos dos faraós.






As pirâmides afunilavam-se em direcção ao céu, como que a indicar o caminho que permitia o encontro com os deuses e o seu tamanho colossal traduzia os sentimentos de orgulho e de força dos faraós egípcios.





Os egípcios desenvolveram, igualmente, as artes decorativas como a joalharia, a olaria e o mobiliário com o uso de diferentes materiais como o marfim, o vidro e o ouro, entre outros.




CIÊNCIA E ESCRITA




As ciências também mereceram a atenção dos Egípcios. Destacaram-se na astronomia, tendo criado um calendário, dividindo o ano em 365 dias.




A mumificação e embalsamamento permitiram um melhor conhecimento do corpo humano e, com isso, o incremento da medicina.




A construção dos diques e canais levou os Egípcios a aprofundarem a matemática, a geometria e a agrimensura (medição dos campos).



Os egípcios desenvolveram, também, um sistema de escrita que começou pela representação dos objectos (pictográfica), passando, mais tarde, à representação de ideias (ideográfica). Baseava-se em inúmeros símbolos designados por hieróglifos, daí chamar-se escrita hieroglífica. Havia ainda dois outros tipos de escrita: a hierática, utilizada nos documentos oficiais e religiosos, e a demótica, uma forma mais simples baseada em abreviaturas.





Experimenta escrever o teu nome com hieróglifos, na seguinte página:





A escrita no Egipto era uma função de um grupo especializado - os escribas -, sendo a sua aprendizagem muito morosa. O domínio da arte da escrita conferia aos seus detentores (os escribas) um importante estatuto social.




Com a invenção da escrita desenvolveu-se também a literatura: narrativas de proezas de guerra, contos populares, poemas, e obras de carácter religioso, como o Livro dos Mortos.